Na última terça-feira, 9 de setembro de 2025, o Instituto de Letras da UERJ recebeu o jornalista, escritor e roteirista Tom Farias para a aula inaugural que abriu o novo ciclo de atividades acadêmicas. O encontro, realizado no auditório do 11º andar, integrou a programação da Casa Dirce e foi coordenado pela professora Janaína Cardoso, Diretora do ILE, e pelo professor João Cezar, com participação da professora Patrícia Costa, Coordenadora de Graduação.
O formato foi o de uma conversa aberta. Janaína Cardoso e Patrícia Costa conduziram a entrevista, fazendo perguntas que Tom respondeu com generosidade e profundidade. O público também participou ativamente, trazendo questões que ampliaram o debate. Entre os presentes, estiveram participantes ilustres, como o neto do arquiteto Oscar Niemeyer.
Durante a conversa, Tom Farias discorrreu amplamente sobre suas obras biográficas, com destaque para Carolina, uma biografia (Malê), que retrata a vida e a obra de Carolina Maria de Jesus. Ele revelou ainda estar escrevendo um novo livro sobre a Favela do Esqueleto, local onde hoje está instalada a UERJ. Foi uma aula de história, recontada pelos olhos de um negro.
O autor destacou que cada biografia exige um trabalho intenso de pesquisa e investigação, especialmente quando identifica lacunas nas narrativas históricas de figuras fundamentais para a literatura e a história do Brasil. Seu método combina o rigor acadêmico da área de Letras com a apuração minuciosa do Jornalismo, resultando em obras que unem profundidade, sensibilidade e compromisso social.
Sobre Tom Farias
Tom Farias é carioca, escritor, jornalista, ensaísta, dramaturgo e roteirista. Dentre seus livros publicados destacam-se as afrobiografias Cruz e Sousa: Dante negro do Brasil, finalista do prêmio Jabuti 2009, e Carolina: uma biografia, finalista do Jabuti 2019 e ganhadora do prêmio Flup do mesmo ano. Membro efetivo da Academia Carioca de Letras, é crítico literário do jornal O Globo e colunista da Folha de S.Paulo. Na comunidade de Manguinhos, no Rio de Janeiro, uma biblioteca comunitária foi batizada com seu nome em sua homenagem. Em São Paulo, também atua como embaixador do Instituto Adus em prol de refugiados africanos.

Da esquerda para direita: Prof.ª Patricia Costa, prof. Rodrigo, Vice-Diretor do ILE, prof.ª Janaina Cardoso, Diretora do ILE, Tom Farias, prof. Adriano e prof. João Cézar, Diretor da Casa Dirce e professor do ILE.






