FERREIRA, Nadiá. Poesia barroca. Rio de Janeiro: Editora Ágora da Ilha, 2000. 204 pp. ISBN: 85-86854-37-9.

SUMÁRIO:

Apresentação
Psicanálise e literatura: caminhos cruzados - Sérgio Nazar David

O Barroco na poesia - Nadiá Paulo Ferreira
Contexto histórico
Movimento artístico-literário
Poesia lírica
Poesia satírica
Cancioneiros
Formas poéticas
Amor e sublimação
Quadro sinótico

ANTOLOGIA

Anastácio Ayres de Penhafiel
   Labirinto cúbico

António Barbosa Bacelar
   Amoroso desdém num belo agrado (soneto)
   A um bem perdido (soneto)
   A um peito cruel (soneto)
   A um sonho (soneto)
   A uma ausência (soneto)
   A uma despedida (soneto)
   A umas saudades (soneto)
   Conformando-se com a sua tristeza (soneto)
   De consoantes forçados (soneto)
   Queixando-se (soneto)

António Serrão de Castro
   A uma dama chamada Grácia muito interesseira (décima)
   A uma dama que desmaiou de ver uma caveira (mote/glosa)

Bernardo Vieira Ravasco
   Pelos mesmos consoantes aplicando-as a um cadáver

D. Francisco Manuel de Melo
   Antes da confissão (soneto)
   Apólogo da morte (soneto)
   A uma N. de Lima, que não respondia às cartas (décima)
   Contra as fadigas do desejo (soneto)
   Em dia de Cinza, sobre as palavras - Quia pulvis es (soneto)
   Escusa-se ao Céu com a causa do seu delírio (soneto)
   Memórias e queixas (soneto)
   Mundo é comédia (soneto)
   Mundo incerto (soneto)
   Ao descuido da vida (ode)

D. Francisco de Portugal
   Só contra vós pequei, Senhor divino (salmo)

D. Tomás de Noronha
   Amor me tem por vós negro ferrado (soneto)
   A um casamento que fez em Lisboa um fulano de Mello com uma fulana de Mello, ambos velhos
   A uma freira que lhe mandou pedir meias e sapatos para entrar em uma comédia, e um vestido (canção)
   A uma mulher que sendo velha se enfeitava (canção)
   A uns noivos, que se foram receber, levando ele os vestidos emprestados, e indo ela muito doente, e chagada
   A uma mulher acautelada em fechar a porta, mas diziam que andava com o cura
   Às poesias que se fizeram a uma queimadura da mão de uma senhora (soneto)
   Figura do Entrudo (soneto)
   O sofrimento meu cordeiro mudo (soneto)
   Pragas se chorar mais por uma dama cruel (soneto)

Eusébio de Matos
   Retrato de uma dama (oitavas)

Francisco de Pina e de Melo
   A uma estátua de Baco; em cima de uma pipa de água, com uma caneca na mão, que o escultor delineou rindo, e hoje com os golpes que lhe tinha dado o tempo parecia chorando (soneto)
   Ao mesmo assunto na circunstância de a coroar depois de morta (soneto)
   Delírios da natureza (soneto)

Francisco de Vasconcellos Coutinho
   À fragilidade da vida humana (soneto)
   A uma surpresa (soneto)
   Aos gostos breves do mundo (soneto)
   Comoção do universo na morte de Cristo (soneto)
   Comparando o seu amor ao Fênix (soneto)
   Dor de Maria Madalena na paixão de Cristo (soneto)
   Mais sente quem se queixa, que quem se cala (soneto)
   Maria, a mãe-virgem (soneto)

Frei António das Chagas (António da Fonseca Soares)
   A Santa Maria Madalena (soneto)
   A uma dama, que deu uma queda indo espevitar uma vela (romance)
   A uma caveira (soneto)
   À vaidade do mundo (soneto)
   Aos olhos de Fílis enfermos com umas névoas, e por isso ausentes (soneto)
   Fugida para o deserto e desengano do mundo

Gregório de Matos Guerra
   A Cristo crucificado (soneto)
   A uma mulata por nome Catona
   Agradecimento de uns doces a sua freira (soneto)
   Ao desembargador Belchior da Cunha Brochado
   Defende-se o bem que se perdeu na esperança pelos mesmos consoantes (soneto)
   Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da república, em todos os membros, e inteira definição do que em todos os tempos é a Bahia (epílogos)
   À cidade da Bahia (soneto)
   Ao padre Lourenço Ribeiro, homem pardo que foi vigário da freguesia do Passé (sátira)
   Define a sua cidade (mote/glosa)
   Conselhos a qualquer tolo para parecer fidalgo, rico e discreto (soneto)
   Ao mesmo com presunções de sábio, e engenhoso (soneto)
   Segunda impaciência do poeta (soneto)
   A uma saudade (soneto)
   Admirável expressão de amor mandando-se-lhe perguntar como passava (soneto)
   Solitário em seu mesmo quarto à vista da luz do candeeiro porfia o poeta pensamentear exemplos de seu   amor na borboleta (soneto)
   Definição do amor (romance)
   A N. Senhor Jesus Cristo com atos de arrependido e suspiros de amor (soneto)
   Achando-se um braço perdido do menino Deus de N. S. das Maravilhas, que desacataram infiés na Sé da  Bahia (soneto)
   No sermão que pregou na Madre de Deus D. João Franco de Oliveira pondera o poeta a fragilidade humana (soneto)
   Desenganos da vida humana metaforicamente (soneto)
   Pretende o poeta moderar o excessivo sentimento de Vasco de Souza de Paredes na morte da dita sua filha (soneto)
   Perguntou-se a um discreto (mote/glosa)
   Responde a um amigo com as novidades que vieram de Lisboa no ano de 1658 (soneto)
   Ao casamento de Pedro Álvares da Neiva (soneto)

Jerônimo Baía
   A uma crueldade formosa (madrigal)
   A uma formosa cruel (madrigal)
   A uma trança de cabelos negros (soneto)
   Ao menino Deus em metáfora de doce (romance)
   Achando alívio nas suas penas (soneto)
   Dando-lhe uma rosa (madrigal)
   A uma rosa (soneto)
   A umas beatas (romance satírico burlesco)

Jorge da Câmara
   Ao tempo (soneto)
   De um engenho a um cavaleiro em resposta de lhe perguntar de que cor era seu amor (soneto)

Manuel Botelho de Oliveira
   Comparações no rigor de Anarda (décima)
   Pintura de uma dama conserveira Rosa e Anarda (soneto)
   Rosa e Anarda

Sóror Madalena da Glória
   A minha cega porfia (décima)
   A uma caveira pintada em um painel que foi retrato (soneto)
   A uma saudade (soneto)
   Tenho amor, sem ter amores (mote e glosa)
   Como dá vida o que mata (mote/glosa)
   Queixas da sorte (soneto)
   Se meu peito ainda ferido (décima)

Sóror Maria do Céu
   Amor perfeito amor de Deus (glosa)
   Amoras amores (glosa)
   Cântico ao Senhor pelas frutas
   Frutas novas mocidade
   Mortal Doença (oitavas)
   Madre Silva desdém de freira
   Para pensar ao Menino Jesus

Sóror Violante do Céu
   Amor, se uma mudança imaginada (soneto)
   Coração, basta o sofrido (décimas)
   Enfim fenece o dia (madrigal)
   Se apartada do corpo a doce vida (soneto)
   Solilóquio da alma com o Senhor crucificado em a última hora, e agonia da morte, para se ler, e dizer a qualquer agonizante (romance)
   Vida que não acaba de acabar-se (soneto)
   Vozes de uma dama desvanecida de dentro de uma sepultura, que fala a outra dama, que presumida entrou em uma igreja com os cuidados de ser vista e louvada de todos; e se assentou a um túmulo, que tinha este  epitáfio que leu curiosamente (soneto)

Tomás Pinto Brandão
   A uma dama, que trazia uma memória do dedo, cuja pedra era uma caveirinha (soneto)
   A uma fonte, que secou, tendo em cima uma estátua de Cupido, foi assunto acadêmico (romance)
   A um relógio de areia que esta era de cinzas de um basalisco; e foi assunto acadêmico (epigrama)
   Queixam-se todos os defuntos, que houve na epidemia que padeceu Lisboa, o ano de 1723 (soneto)

Glossário

Referências bibliográficas